CNPq é o principal financiador da pesquisa com Imbuias Multisseculares

16/07/2022 10:48

O projeto coordenado pelo prof. Marcelo Scipioni "Imbuias Multisseculares: dendrocronologia, ecologia e genética de populações de Ocotea porosa como estratégia para conservação e manejo da espécie" foi aprovado no edital Universal 2021 do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI). O projeto conta com a participação de mais 10 pesquisadores de diferentes instituições do Brasil e no exterior. Entenda um pouco o que será feito pelo resumo da proposta:

A espécie Ocotea porosa (imbuia) está classificada como “Em Perigo” (EN) pela Portaria n. 443, de 17 de dezembro de 2014, do Ministério do Meio Ambiente (MMA, 2014). Portanto, está proibido o corte, coleta, transporte, armazenamento, manejo, beneficiamento e comercialização dessa espécie; à exceção dos exemplares cultivados em plantios licenciados. Contudo, não é rara a ocorrência de crimes ambientais envolvendo a espécie. Especialmente, o corte ilegal de indivíduos agigantados desperta o envolvimento da comunidade. Como exemplo, pode-se citar a notícia divulgada pela BBC News Brasil a respeito da descoberta no ano de 2018 do corte ilegal de uma árvore de imbuia com idade estimada em 535 anos. Considerada uma das espécies mais longevas da Mata Atlântica, a imbuia pode ser utilizada como um proxy para entender mudanças ambientais e climáticas ocorridas no passado, além de fornecer informações sobre taxas de crescimento e possibilidades de manejo. A pesquisa é multidisciplinar e visa compreender diversos aspectos da ecologia da imbuia, buscando determinar a idade e taxa de crescimento das populações; as influências climáticas no desempenho de crescimento; as relações entre solo e a microbiota das raízes no crescimento; além de caracterizar a genética das populações e testar o potencial de germinação das sementes. A proposta soma-se a outros projetos de pesquisa em andamento na UFSC, que tratam do mapeamento de árvores gigantes, cujos resultados parciais indicam que o estado de Santa Catarina detém a maior proporção de árvores centenárias. Trabalhos com árvores tropicais de idade avançada são raros e a presente proposta possibilitará conhecer mais sobre uma das espécies mais relevantes do sul do Brasil.  Conhecer o ciclo de vida e a conservação da espécie pelo uso é o principal objetivo deste projeto, por meio de propagação seminal a e banco de germoplasma, acompanhando o crescimento da espécie em enriquecimento em floresta secundária e área experimental.
Voltar